Essa é a primeira e a última vez que eu vou falar abertamente sobre o que aconteceu. Então, prestem atenção ;)
Cansei de passar as noites pensando em como dizer o que sinto para as pessoas, como "me explicar". Talvez esse seja o meu problema, sabe? Eu fico muito tempo sozinho, nessa rotina de sempre me impressionar comigo mesmo. To começando a ficar louco se pa. Por isso, vou parar. Não quero mais tocar no assunto "passado". Pode ser necessário, eu sei, mas não vou atrás de ninguém. Eu era um miserável, covarde, sem orgulho próprio e que todo mundo amava. Agora, sou um pau no cu odiado pela massa, um covarde, mas que se ama demais. Ninguém muda simplesmente, ainda mais eu, que me tornei um contraste tão acentuado do que era. No fundo, todo mundo sabe que eu tive motivo para ter mudado. E isso fez com que eu fizesse coisas muito corajosas, as quais merecem ser valorizadas. Não falei nada para ser perdoado. Eu me amo demais, já me perdoei. Parece egoísmo? Não, é egocentrismo só. Graças a Deus (não, graças a mim), descobri o verdadeiro significado dessa palavrinha imbecil que mudou minha vida. A pessoa mais linda que eu já conheci merece minha satisfação, e, apenas, ela. Eu não sei se deixei de ser um pau no cu, que passa os outros para trás, sinceramente. Então, não sejam ingênuos, pelo amor de Deus. SEMPRE tem um Bruno que ta tri afim de pôr a perna para tu cair. Meus amigos, acreditem em mim quando eu digo que não faria isso com vocês. Esse foi o meu problema: uma vez, eu fiz. Caguei. O que me conforta, mesmo assim, é saber que não fui o único a agir desse jeito, entretanto (e é aí que mora minha "defesa") fui sincero com quem me importava. E disse: "Fiz merda". Mas não esperem o melhor de mim, isso não se faz, é muita superestima com qualquer pessoa nesse mundo. Julgar isso é covardia com qualquer pessoa nesse mundo. Ainda bem que eu conheço minha essência. Que ser pau no cu, egocêntrico e o diabo só vale com quem eu NÃO me importo. Nunca vou machucar os MEUS. Ainda bem.
Entenderam a diferença agora? O que eu sinto agora não é mais admiração pela minha própria inteligência, pelo meu ego alimentado. É amor pelo que SOU. Ser puro. Não ser todo amor, nem todo razão, mas um saudável equilíbrio. Tenho muito orgulho de mim. Tenho muito orgulho de ter passado pelo que passei e estar aqui para contar a história. Mas, principalmente, tenho orgulho de conseguir me olhar no espelho, depois de tanto tempo, e dizer do fundo do coração: "Tu vale muito, cara. Parabéns."
Porra. Aqui estou eu tentando provar algo para alguém. De novo, que merda. Será que eu me importo com que os outros pensam? SERÁ? Capaz.
Bom, acabou isso. Se quer saber mais, me procure. Estarei por aí vivendo a minha vida. Curtindo o tempo que vem. E vai ser baxado demais ahahhahahh.
Espero que, em breve, eu escreva um conto feliz né, tá braba a coisa ahahahah Melhor: espero não, prometo.
terça-feira, 19 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Bretão descarado (?)
Bruna e Gabriel andavam o tempo inteiro juntos. Formavam uma dupla perfeita: ela, a realista e inteligente; ele, o apaixonado. Todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz. A guria estava sempre resolvendo os problemas dele, dando conselhos e, às vezes, até, tomando decisões pelo imbecil. Já era de praxe o fato de ela estar sempre com a razão, no final das contas. Gabriel fazia coisas que Bruna não fazia – como pular de Bungee Jump, para-quedas e dizer “eu te amo”. Literalmente, ele não viveria sem Bruna, nem ela sem Gabriel, mas o mais importante é que eles se entendiam muito bem. Compreendiam-se como ninguém. Os dois se falavam mais frequentemente durante a noite, que lhes trazia mais intimidade: sozinhos, ninguém poderia julgá-los. Eram apenas eles ali e todos dormindo. Pareciam únicos no mundo. Também é verdade que se conheciam há pouco tempo, porém o suficiente para as coisas darem muito certo desde então. Gabriel se sentia mais inteligente e Bruna, com certeza, muito mais corajosa.
Gabriel percebeu que seus antigos amigos começaram a evitá-lo. Diziam que ele estava agindo diferente. O guri achou uma possível explicação para isso: Bruna namorava há dois anos com o Rafa, do primeiro ano. Como o cônjuge dela era muito amigo de todos. A gurizada, talvez, estava distante para não se meter naquela situação que tinha tudo para acabar mal, cedo ou tarde. Gabriel não deu a mínima para isso, continuou vivendo intensamente aquela fase perfeita e intensa. Ele sabia que era apenas amizade e nada mais.
O tempo passava, e a afinidade dos dois estava cada vez maior. O gurizão estava conseguindo subir na vida. Conquistando coisas que nunca imaginara que fossem possíveis. Até suas notas na escola estavam boas, o que era incrível com o Q.I. de ameba que tinha. O autoconhecimento dele era todo culpa de Bruna, que facilitava as coisas agindo sempre de maneira pragmática. Assim foi por quase dois meses. Os amigos não eram mais os únicos que evitavam os dois. A família de Gabriel também parecia julgar aquilo uma grande bobagem, mas Bruna sempre aparecia com uma teoria perfeita.
- Talvez, seus pais achem que você não pode ser tão ingênuo a ponto de se entregar tanto para uma pessoa que conhece há pouco. – disse a guria.
Sempre. Sempre era verdade o que Bruna dizia. Dessa vez, porém, ela estava extremamente errada. Gabriel foi levado a um psicólogo. Ele achou estranho no início, mas viu que as coisas começaram a fazer sentido quando o médico disse que a tal guria perfeita não existia. Bruna nunca falava dela mesma. Ele achou que fosse apenas vergonha, por ela ser muito fechada. Tudo que eles viveram tinha sido pura fantasia mental do guri. Bruna estava sempre lá, porque era ele mesmo. Nunca falava dela, porque não tinha o que falar, não tinha história. Os amigos se afastaram, porque ele falava sozinho pelos cantos. A família dele agia diferente, porque ele estava ficando louco. Bruna era uma imaginação.
Gabriel passou dois anos em uma clínica para doentes mentais, mas, mesmo com remédios e ajuda médica, ele nunca se “curou” de Bruna. Mentiu que não havia mais visto a guria para que pudesse receber alta e viver uma vida normal. Hoje, Gabriel tem quarenta e dois anos. Trabalha como diretor geral de vendas em uma das empresas mais ricas do mundo. Ganha tanto dinheiro que não consegue gastar. Casou-se e tem duas filhas – uma modelo de dezoito anos e a bebezinha de quatro meses que é o centro das atenções de toda a família. Gabriel é uma das pessoas mais felizes que conheço. Vive cada dia como se fosse o último. Conquistou tanta coisa. Continua se levantando todas as noites e, na sala dele, ela sempre está esperando para passar horas conversando. Ele suspeita que sua esposa saiba de tudo, mas Bruna sempre diz:
- Ela sabe da gente, e não se importa. Ninguém se importa. Deu certo desse jeito por tanto tempo, e, assim as coisas serão para sempre: perfeitas, guri imbecil.
Gabriel percebeu que seus antigos amigos começaram a evitá-lo. Diziam que ele estava agindo diferente. O guri achou uma possível explicação para isso: Bruna namorava há dois anos com o Rafa, do primeiro ano. Como o cônjuge dela era muito amigo de todos. A gurizada, talvez, estava distante para não se meter naquela situação que tinha tudo para acabar mal, cedo ou tarde. Gabriel não deu a mínima para isso, continuou vivendo intensamente aquela fase perfeita e intensa. Ele sabia que era apenas amizade e nada mais.
O tempo passava, e a afinidade dos dois estava cada vez maior. O gurizão estava conseguindo subir na vida. Conquistando coisas que nunca imaginara que fossem possíveis. Até suas notas na escola estavam boas, o que era incrível com o Q.I. de ameba que tinha. O autoconhecimento dele era todo culpa de Bruna, que facilitava as coisas agindo sempre de maneira pragmática. Assim foi por quase dois meses. Os amigos não eram mais os únicos que evitavam os dois. A família de Gabriel também parecia julgar aquilo uma grande bobagem, mas Bruna sempre aparecia com uma teoria perfeita.
- Talvez, seus pais achem que você não pode ser tão ingênuo a ponto de se entregar tanto para uma pessoa que conhece há pouco. – disse a guria.
Sempre. Sempre era verdade o que Bruna dizia. Dessa vez, porém, ela estava extremamente errada. Gabriel foi levado a um psicólogo. Ele achou estranho no início, mas viu que as coisas começaram a fazer sentido quando o médico disse que a tal guria perfeita não existia. Bruna nunca falava dela mesma. Ele achou que fosse apenas vergonha, por ela ser muito fechada. Tudo que eles viveram tinha sido pura fantasia mental do guri. Bruna estava sempre lá, porque era ele mesmo. Nunca falava dela, porque não tinha o que falar, não tinha história. Os amigos se afastaram, porque ele falava sozinho pelos cantos. A família dele agia diferente, porque ele estava ficando louco. Bruna era uma imaginação.
Gabriel passou dois anos em uma clínica para doentes mentais, mas, mesmo com remédios e ajuda médica, ele nunca se “curou” de Bruna. Mentiu que não havia mais visto a guria para que pudesse receber alta e viver uma vida normal. Hoje, Gabriel tem quarenta e dois anos. Trabalha como diretor geral de vendas em uma das empresas mais ricas do mundo. Ganha tanto dinheiro que não consegue gastar. Casou-se e tem duas filhas – uma modelo de dezoito anos e a bebezinha de quatro meses que é o centro das atenções de toda a família. Gabriel é uma das pessoas mais felizes que conheço. Vive cada dia como se fosse o último. Conquistou tanta coisa. Continua se levantando todas as noites e, na sala dele, ela sempre está esperando para passar horas conversando. Ele suspeita que sua esposa saiba de tudo, mas Bruna sempre diz:
- Ela sabe da gente, e não se importa. Ninguém se importa. Deu certo desse jeito por tanto tempo, e, assim as coisas serão para sempre: perfeitas, guri imbecil.
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