Willian K. Croah estava a uma semana de comemorar seus nove anos. O garoto nasceu e ainda vive no Condado de Armagh, na Irlanda do Norte. Estuda na Tonagh Primary School, a única escola de sua pequena cidade, Tonagh. Croah é loiro, como todos da idade dele, é rico (como todos da idade dele) e é um garoto comum - como todos da idade dele -, mas Will tinha uma coisa única: estava apaixonado.
Tudo começou quando ainda tinha oito anos e meio. Os olhos dela eram lindos, verdes e diferentes de tudo que havia visto, atraiam-no assustadoramente, mas Will os olhava sem medo. O sorriso parecia ser sempre na direção dele. Na escola, Sandee tinha muita facilidade de explicar o que fosse preciso para toda a turma, mas parecia sempre dar mais atenção a William. Estava completamente apaixonado e tinha certeza de que ela sentia o mesmo (como todos da idade dele). Passava as noites imaginando como seria perfeito se os dois casassem. Seriam felizes para sempre, como as histórias que, às vezes, ouvia ela mesma contar. Seu fascínio aumentava a cada palavra de Sandee - respondia todas as perguntas com inteligência, sua mais notável qualidade, além de toda beleza. Iam à escola juntos, voltam de lá juntos, afinal, os dois amavam a companhia um do outro.
Para conquistá-la, William passou um mês inteiro elaborando um plano infalível: no dia do aniversário dele, pediria Sandee em casamento e, ainda, lhe daria flores e bombons. Tudo seria muito romântico, fatal. Ela não poderia recusar um pedido daqueles. Era o que faltava para os dois, finalmente, ficarem juntos de verdade.
Will tinha uma semana para comprar os presentes. O tempo estava se esgotando. Passavam os dias e ele, muito envergonhado, não conseguia entrar na loja de bombons – quanto menos comprar flores no centro da cidade, como todos da idade dele. Foi quando mais uma idéia veio à sua cabeça: pediria ao seu pai para comprar tudo. Ele entenderia, afinal, fora sempre um homem romântico. Então, fez uma lista, entregou para o Sr. Croah que achou tudo muito engraçado, mas entendeu que era normal o que o garoto vivia. Will, de tão envergonhado, não mencionou nem o nome da amada; apenas entregou o papel e saiu do quarto. No dia seguinte, os presentes que Will entregaria à Sandee já estavam no quarto do menino.
Os dois últimos dias antes da festa de aniversário foram intensos entre o “futuro casal”. Ela parecia saber tudo sobre o mundo. Explicava qualquer coisa para o pequeno Croah. Abraçavam-se tão confortavelmente que ficava difícil para o menino querer se soltar dela. Sandee perguntou o que Will gostaria de ganhar em seu aniversário. Na hora, ele pensou que ELA seria o presente perfeito, porém disse que adoraria qualquer coisa que lhe desse.
A festa começou. Sandee chegou um pouco depois, porque estava na escola. Com os presentes já na porta, cantaram o tradicional “Happy Birthday” – como fazem para todos da idade dele. Will não perdeu tempo. Não havia ninguém em seu quarto, e foi para lá que ele a levou. Entregou-lhe as flores e os bombons. Sandee ficou sem entender nada e, com muito espanto, ouviu o garoto pedir sua mão em casamento. Ele disse coisas lindas... ela sorriu. Porém, tudo desabou para William quando Sandee explicou que não daria certo por causa da diferença de idade entre os dois, que era apenas uma fase, iria passar. Ela abraçou forte o garoto, lhe deu um beijo e desceu para a festa. Quando estava saindo do quarto, Sandee deixou seu crachá cair do bolso.
Tudo começou quando ainda tinha oito anos e meio. Os olhos dela eram lindos, verdes e diferentes de tudo que havia visto, atraiam-no assustadoramente, mas Will os olhava sem medo. O sorriso parecia ser sempre na direção dele. Na escola, Sandee tinha muita facilidade de explicar o que fosse preciso para toda a turma, mas parecia sempre dar mais atenção a William. Estava completamente apaixonado e tinha certeza de que ela sentia o mesmo (como todos da idade dele). Passava as noites imaginando como seria perfeito se os dois casassem. Seriam felizes para sempre, como as histórias que, às vezes, ouvia ela mesma contar. Seu fascínio aumentava a cada palavra de Sandee - respondia todas as perguntas com inteligência, sua mais notável qualidade, além de toda beleza. Iam à escola juntos, voltam de lá juntos, afinal, os dois amavam a companhia um do outro.
Para conquistá-la, William passou um mês inteiro elaborando um plano infalível: no dia do aniversário dele, pediria Sandee em casamento e, ainda, lhe daria flores e bombons. Tudo seria muito romântico, fatal. Ela não poderia recusar um pedido daqueles. Era o que faltava para os dois, finalmente, ficarem juntos de verdade.
Will tinha uma semana para comprar os presentes. O tempo estava se esgotando. Passavam os dias e ele, muito envergonhado, não conseguia entrar na loja de bombons – quanto menos comprar flores no centro da cidade, como todos da idade dele. Foi quando mais uma idéia veio à sua cabeça: pediria ao seu pai para comprar tudo. Ele entenderia, afinal, fora sempre um homem romântico. Então, fez uma lista, entregou para o Sr. Croah que achou tudo muito engraçado, mas entendeu que era normal o que o garoto vivia. Will, de tão envergonhado, não mencionou nem o nome da amada; apenas entregou o papel e saiu do quarto. No dia seguinte, os presentes que Will entregaria à Sandee já estavam no quarto do menino.
Os dois últimos dias antes da festa de aniversário foram intensos entre o “futuro casal”. Ela parecia saber tudo sobre o mundo. Explicava qualquer coisa para o pequeno Croah. Abraçavam-se tão confortavelmente que ficava difícil para o menino querer se soltar dela. Sandee perguntou o que Will gostaria de ganhar em seu aniversário. Na hora, ele pensou que ELA seria o presente perfeito, porém disse que adoraria qualquer coisa que lhe desse.
A festa começou. Sandee chegou um pouco depois, porque estava na escola. Com os presentes já na porta, cantaram o tradicional “Happy Birthday” – como fazem para todos da idade dele. Will não perdeu tempo. Não havia ninguém em seu quarto, e foi para lá que ele a levou. Entregou-lhe as flores e os bombons. Sandee ficou sem entender nada e, com muito espanto, ouviu o garoto pedir sua mão em casamento. Ele disse coisas lindas... ela sorriu. Porém, tudo desabou para William quando Sandee explicou que não daria certo por causa da diferença de idade entre os dois, que era apenas uma fase, iria passar. Ela abraçou forte o garoto, lhe deu um beijo e desceu para a festa. Quando estava saindo do quarto, Sandee deixou seu crachá cair do bolso.
– É a única professora daquela escola que ficou bonita até mesmo no crachá. Todas as outras ficaram feias naquelas fotos – notou o garoto que, desanimado, voltou para sua festa de aniversário.
William K. Croah é um garoto como todos da idade dele. Apaixonou-se por sua professora (como todos da idade dele). Apaixonou-se por sua mãe - como todos da idade dele. Mas Will tinha uma coisa única: aos nove anos, estava apaixonado por apenas uma mulher: sua mãe e, ao mesmo tempo, professora.

eu nem comento, bruno, porque não tem o que comentar. vai escrever um livro, guri! muito, muito, MUITO bom :) me responde uma coisa... saiu da tua cabeça isso? :} sério, muito bom!
ResponderExcluircriativo demais. bem pensado. tu é bom nisso bru! já te disse isso um milhão de vezes...talento eu sei que tu tens. tem que atualizar mais vezes né, se bem que nem sempre se tem idéias assim na cabeça udisahdas tu tá sempre pensando besteira, eu sei que tu prefere. dhusaidhuia
ResponderExcluirParabéns Bruno.
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